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quarta-feira, abril 07, 2004


Agora sim, é de vez!


Eu sei, eu sei. Escrevi, dois posts atrás, que encerrava o assunto dos Bloscares. Mas não posso, para já. Esqueci-me que o Nuno Costa Santos do defunto Desejo Casar após um convite para uma entrevista, acedeu amavelmente responder. O Desejo Casar foi um dos incontornáveis, um blog que fica na memória de todos (quem sabe até ao seu regresso) pelo seu conteúdo variado que vários excelentes autores ali deixavam. Afirmei muitas vezes que, para mim, o Desejo Casar eram três pessoas: o Tiago Rodrigues, o Luís Filipe Borges, e o Nuno. Que me perdoem os restantes escribas, e já agora que me perdoem o Tiago e o Luís (também excelentes) mas o Nuno sempre foi o meu preferido. Pelo sorriso, a boa-disposição, uma ternura que não se explica e apenas se sente nos olhos da outra pessoa, e por partilhar o meu optimismo quanto ao matrimónio e à construção de uma vida a dois (depois a três, a quatro, etc). Continuam a escrever. O Borges no Causa Nossa, e os três no Stand-up. Mas, e não me perguntem porquê, sabia melhor quando o era no blog dos casadoiros. Mesmo assim, é sempre preferível a não poder lê-los de todo. Aqui vai a entrevista, absurda, como se quer num blog absurdo como este, feito por um absurdo escriba como eu:

Origem do Amor: Nuno, na primeira edição dos Bloscares foste premiado pelo colectivo Desejo Casar. Este ano estás nomeado como blogger individual. O que significa para ti, ser Nuno?
Nuno Costa Santos: Significa não ser Miguel ou Ricardo, nomes que os meus pais também consideraram.


OA: E Costa Santos?
NCS: O meu avô materno ficaria triste se só assinasse com Santos (e, em todo o caso, poupa-me às confusões com alguém que tem a angustiante tarefa de procurar um mistério chamado serviço público de televisão).

OA: Existe mais algum nome que desconhecemos e que envolva em si algum significado especial?
NCS: Vasconcellos e Sá Berkeley Bernardes Albuquerque Burnay. Só escondo estes nomes por modéstia.

OA: Para finalizar a questão dos nomes. Ferreira diz-te algo?
NCS: Não. Mas Diniz, sim.

OA: Voltemos aos blogs. Como nasceu a vontade de Casar?
NCS: Como tantas outras vontades anteriores – de querer juntar um grupo de pessoas, bastante diversas entre si, para escrever e publicar uns textos.


OA: Porque se perdeu essa vontade?
NCS: Simples: o Desejo Casar, tal como foi imaginado no início, deixou de fazer sentido. O fulgor perdeu-se e o blog deixou de ter razão de ser. Enquanto estiverem por aí, os blogs devem manter a sua verve.

OA: Foram 10 meses de um matrimónio muito activo, que despertou o interesse de muitos leitores. Foi um casamento feliz?
NCS: Sim, aconteceu-nos mais ou menos o que queríamos. O blog viveu, como nos disse uma leitora, a diversidade de situações e sentimentos por que costuma passar um casamento.

OA: Qual a tua posição quanto à Guerra dos Sexos e à ocupação da mulher?
NCS: Acho que sim.


OA: Se pudesses convocar uma manifestação por telegrama, seria para?
NCS: Me emprestarem ou venderem o último CD dos My Morning Jacket, que ainda não encontrei na FNAC.

OA: Darias a cara numa manifestação a favor dos telegramas?
NCS: Sim, têm um sabor antigo e essencial.

OA: Estás nomeado para o prémio de melhor blogger. Achas que … esquece. Olha lá, no outro dia foste comigo ver o nosso Benfica jogar na nova Luz. A certa altura o Benfica marcou. Porque razão te levantaste e gritaste golo?
NCS: Tenho por hábito festejar milagres.

OA: Achas que tenho futuro como entrevistador?
NCS: Sim, mas tens de repensar a escolha dos entrevistados.

OA: E como auxiliar de sistemas informáticos de rega?
NCS: Desculpa mas há matérias que exigem outro tipo de reflexão.


OA: Para finalizar, onde estavas no 25 de Abril?
NCS: A bater à porta para sair (nasci uns meses depois).

OA: E em 17 de Junho?
NCS: No mesmo sítio. Gritava que nem um doido.

OA: 48 de Setembro?
NCS: Já estava cá fora (em liberdade condicional, pois).








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