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domingo, abril 04, 2004


Um longo texto para um grande agradecimento


Afinal, o que foi a segunda edição dos Bloscares? Uma palhaçada absurda? Um fiasco desprovido de graça? Uma estratégia que visava apenas a angariação de novos leitores como acusou o Daniel? Pura diversão egocêntrica do autor deste blog? Tentativa de divertir os outros?

Tentei analisar a frio os resultados inesperados do evento, e cheguei à seguinte conclusão: Os Bloscares foram uma festa. O objectivo principal da entrega dos prémios sempre foi óbvio para mim: Divertir-me e divertir. A minha diversão prende-se com toda a preparação, desde a procura de ideias como a da manifestação do bloco de esquerda; a pesquisa e a preparação das imagens que irei associar a cada parte da cerimónia; horas percorrendo a minha lista de Itunes tentando alcançar “aquela” música; percorrer todos os meus blogs preferidos (e não só), relembrando textos passados, temas recorrentes, polémicas antigas, por forma a atribuir os prémios gerais: Exemplo: o prémio jornalístico Cadbury ao Joel Neto, uma forma de homenagear o prazer gozado ao ler as suas aventuras no Qatar rodeado de chocolates. As antevisões, a criação do trailer, as brincadeiras de software a mudar o conteúdo de capas das revistas cinematográficas, nomear, planear. Preparar e fazer os bloscares transforma-se no passatempo de fim-de-dia, e passeiam no interior da minha cabeça, ao volante do automóvel, descontraidamente sentado no café, deitado na cama entre uma notícia de jornal ou um artigo de revista.

Depois, divertir os outros. Todos (penso eu) gostamos de fazer rir os outros. Todo o esforço é aplicado nesse sentido e no dia da verdade chego quase a sofrer com a possibilidade de não divertir ninguém, do sem graça, ou até que alguns dos prémios sejam mal interpretados.
Depois, os prémios em si, a maior parte atribuídos a blogs conhecidos e mediáticos, o que provoca algumas acusações de protagonismo. Obviamente, ninguém faz humor com o assessor de um membro do Governo, um jornalista desconhecido de um jornal de província, um estudante do 10º ano da escola local. O humor, não necessita de ser entendido por todos, mas o tema sobre o qual se debruça deve ser do conhecimento geral da maior parte dos destinatários. Alguns prémios deixaram-me hesitante, como o Prémio Carlos Tavares da Silva atribuído ao Blasfémias, um duplo caso bicudo, que pode obrigar alguns a pesquisar o nome da pessoa, outros a atribuírem ao prémio um significado desfasado da intenção original. Por outro lado, cada vez menos tenho disponibilidade, e para falar verdade, vontade de pesquisar e visitar novos blogs, e uma vez que aqui entrei há praticamente um ano, os meus blogs diários são aqueles que todos nos habituámos a conhecer.

Voltemos ao inicio, ao tema da festa. Era já esperada a diversão do antes e depois, os comentários que alguns blogs que “entram” no jogo inventam, gerando devaneios imaginativos e deliciosos como os posts que a Ana publicou. Diga-se de passagem que a Albergaria é responsável pela análise à cerimónia que mais dores crónicas nas zonas estomacal e maxilar me provocaram. Donas e donos de blogs capazes das mais intelectuais e acertadas análises sobre variados assuntos do quotidiano nacional e internacional aproveitam este “escape” para descontrair e mostrar o refinado humor que possuem. Isto prova que se divertiram e, principalmente, que também gostam de divertir.
Os comentários no blog representaram nesta segunda edição um papel determinante e inesperado. “Um chat” chegou a chamar-lhe a Papoila. Ainda hoje, percorrendo as várias caixas de comentários, é possível provar um pouco do divertimento que aqui reinou durante duas horas, em directo. Ficámos aqui “pregados”, contagiando-nos uns aos outros com as tiradas que cada um inventava. Os beijos que o Nelson recebia, os pedidos gastronómicos impacientes das várias mesas, os apupos, os biquínis, os túneis secretos. Foi tal a animação que as caixas de comentários mais antigas do blog ficaram baralhadas (muitas apresentam o número zero mesmo com entradas no seu interior). Só visto, ou para ser mais certo, só lido.

Para finalizar, as acusações feitas por alguns de apenas pretender protagonismo. Poderia dizer que não me afectam, mas estaria a mentir. Claro que me irritam profundamente. Mas asseguro que o objectivo não é, e nunca será esse. Muitos dos blogs não agradeceram os prémios atribuídos, e não pode, nem deve, surgir alguma crítica da minha parte. O gozo está em dar, não em receber. Para ser sincero, os grandes aumentos do contador de visitas assustam-me redondamente. Nessas alturas é quando menos escrevo, face àquilo que só pode ser um bloqueio provocado pelo medo de me sentir obrigado a continuar num patamar mais elevado que o habitual. Quando o blog, ou o contador, anda mais calmo, eu próprio me sinto mais descontraído. Os aumentos das visitas são claramente provocados pela menção nos vários blogs que por aí escreveram sobre este assunto. Mesmo não sendo obrigado a tal, quero retribuir, e a seguir deixo aqui a lista de todos os que mencionaram a cerimónia, comentando, inventando, dando os parabéns, criticando, acusando, ou agradecendo. Espero não esquecer nenhum, e caso tal se verifique, escrevam-me.

A todos, muito obrigado:

rotflol, TheOldMan, Iss' agora...!, cravo e canela, Mar Salgado, O bRaNcO dO CéU, 100nada, Cruzes Canhoto!, desBlogueador de conversa, papoila consulta ..., bomba inteligente, Docedaavozinha, homem a dias, Adufe.pt, 1979, Posto de Escuta, desp@chos, Janela Para o Rio, nortadas, ad libitum, O Vilacondense, A Vaca Louca e Seu Badalo, A Hora do Mocho, Um dia na vida de..., O meu blog, Fumaças, Conversa na Travessa, Crónicas Matinais, Memória Virtual, Voz do Deserto, e a todos os que deixaram as suas palavras nas várias caixas de comentários.








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