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quinta-feira, maio 20, 2004


Eu tenho dois amores


Enrolar os braços em volta da mulher que amo. Este é o momento que mais me fascina todos os dias. O primeiro se me pedissem para escolher o momento favorito. O segundo? Sentar-me numa sala de cinema vazia. Sou um pessoa social que gosta de se dar, abraçar, rir, e tocar, mas no cinema gosto da solidão. Não gosto de ouvir quem explica o filme a quem está ao lado, não gosto das pessoas que se riem onde não tenho vontade de rir, não gosto de quem abandona a sala quando eu nem pestanejar os olhos consigo. As sessões da meia-noite nas Twin Towers durante a semana são o meu habitat preferido. Somos nós e o filme.

Eu não gosto de cinema, eu amo cinema. E quem ama, entrega-se no primeiro segundo. Quando, ainda sobre negro, soam os primeiros acordes da banda sonora, eu já faço amor com o filme, já estou dentro dele. Ficamos os dois naquele longo abraço que pode durar duas, três, ou quatro horas. Fico a ver as letras que me escreve no final, e vejo-o partir quando as luzes se acendem e me deparo no local estranho que é a sala com as luzes acesas. Introduzo o cartão na máquina, desço no elevador, ligo o motor, regresso a uma Lisboa vazia, e não digo uma única palavra. Por vezes ainda nem sei o que acabei de ver, se vou amar, ou odiar. Mas sei que lá voltarei, vezes sem conta.








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