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sexta-feira, outubro 08, 2004


Sobre rotundas e painéis publicitários


Falavam, usando o correio.
Comunicavam, usando os comentários.
Pediam o regresso, esperavam pacientemente o recomeçar da jornada pensante e dizente.
Também eu esperei, também eu enviei mensagens a mim próprio. Não usei correio, não usei comentários. Sem abrir a boca, falei para dentro. Usei sinapses, percorri caminhos “nervosos”, empreendendo em vão a jornada de quem procura entender.

A história que aqui vos conto, principiou num solarengo verão do ano dois mil e três. Assustado e inseguro (ao mesmo tempo fascinado) segui este caminho. Cruzei-me com outros (humanos), encontrei outros (tantos), descobrindo novas formas, novos conteúdos, originais (da originalidade de quem não sabe o que faz) maneiras de dizer, reclamar (sem nunca proclamar), comunicar. Descobri soluções que me encaminharam a novos e excitantes problemas, mas também a confusas questões: continuar, mudar, manter ... e finalmente: voltar?

Desviei-me da origem, percorrendo novos trajectos. Dois novos trajectos que se queriam diferentes e demarcados do passado. Nova descoberta: acabava de entrar numa grande rotunda onde a única entrada e saída, existentes, conduziam novamente à “origem”. Baralhado, encostei ao passeio, desliguei o motor, e ali fiquei, pensativo a olhar um daqueles painéis publicitários com televisão. Caminhei até junto do painel. Encostei a cara ao monitor. As imagens separaram-se e tudo passou a ser formado por três pontos de cor. Apercebi-me qu,e ao afastar-me, os pontos se juntavam para se tornarem um só. Embora diferentes, os pontos tinham como destino inevitável juntarem-se. Abandonei o carro, o painel publicitário, as conclusões, e limitei-me a partir com a finalidade de não voltar a pensar nestes assuntos.

Não mais me lembrei. Porém, amigas, amigos, outros tantos viam o carro parado. Reconheciam a cor, as pequenas mossas, os ângulos vistosos e, embora gasto, acharam que o carro ainda era belo. Pediram-me que o fosse buscar. Recusei. Pediram. Recusei.
Esqueci.
Esqueceram.
Esqueci, até um dia. E como se escreve nas histórias: um dia igual a tantos outros. Sim, num desses dias (das histórias) resolvi aceder.

A partir de hoje, abandono a rotunda, mas levo comigo tudo o que apreendi nas voltas que por lá dei. Contarei (repetirei) as histórias da rotunda para muitos desconhecidas que assim se misturam com as palavras e letras que a mim e outros habituei.

A Terra é redonda. Até aí estamos de acordo. Logo, qualquer viagem que empreendemos termina, mais tarde ou mais cedo, no ponto de partida. Neste caso, n’A Origem.

Bem-vindos, mais uma vez.








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