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quarta-feira, novembro 10, 2004


Deixem os adultos brincar!


Passou praticamente uma semana desde que escrevi o post abaixo. Agora, poderia justificar-me com uma vida profissionalmente muito atribulada. Não estaria a mentir. O trabalho tem sido mais que muito e ocupa grande parte da minha semana. Agora, poderia justificar-me com o cansaço de quem chega a casa e não tem cabeça e tempo para escrever, com a almofada como a única solução viável e aprazível. Mas agora, sim, estaria a mentir. O tempo caseiro, e a maior parte das horas que estavam destinadas ao sono e descanso, foram passados nas seguintes e variadas tarefas: matar traficantes de droga; roubar motos a policias corruptos; envolver-me em lutas de bairro; horas de musculação no ginásio; levar a namorada à discoteca; enterrar um empreiteiro indesejável em cimento; pisar o acelerador a fundo em corridas na auto-estrada; sobrevoar desfiladeiros no interior de uma avioneta; perseguir e assaltar comboios; comprar e experimentar várias peças de vestuário; dizimar uma tríade a bordo de um cargueiro; entregar uma pasta cheio de dinheiro sujo à policia; morrer e reaparecer no hospital; ser preso e reaparecer na esquadra; experimentar dezenas de carros dos quais o condutor tirei à força; etc ... etc ... etc ... Tudo isto nos últimos dias, todas estas acções condenáveis, empreendi com gosto, vício, e dedicação. E sem tirar o cu do sofá. Isto, senhoras e senhores, é Grand Theft Auto: San Andreas, talvez o jogo mais “sujo” da história dos vídeo-jogos, mas também o que mais liberdade nos oferece.

San Andreas está condenado à polémica, assim como todos os títulos anteriores desta saga estiveram. Assim como no passado, o jogo irá ser proibido em alguns países, e espera-se já as seguintes, habituais, e bocejantes reacções da praxe: associações de pais indignadas; cultos religiosos revoltados; grupos de cidadãos que se juntam para tentar que o jogo desapareça; psicólogos a explicar o perigo; etc, etc, etc. A todos, e peço desculpa por derrapar do estilo calmo e ponderado deste blogue, a todos mostro o dedo do meio. Por favor, deixem os adultos divertirem-se. Está na capa, disponível para todos os que quiserem ver, aqueles dois números mágicos: o 1, e o 8, colocados a seguir ao sinal da adição, ou seja, para MAIORES DE 18 ANOS.

O que está em San Andreas é a nossa adolescência passada em cinemas, clubes de vídeo, e televisões. São os gangsters, os gangs, a máfia, as tríades, etc. E o gozo de fazer algo que não podemos fazer na vida real: não, não é um instinto selvagem e secreto de matar, um desejo adormecido de roubar, não são fantasmas da mente. É pura, e simplesmente, o gozar de quebrar regras sem incomodar ninguém. E quando uma pessoa vai calmamente a passear no passeio e leva com o meu taco de basebol de estimação, o que aconteceu, basicamente (sim, admito que é um pouco básico), é que um boneco digital levou tareia de outro boneco digital. Não são pessoas de carne e osso que passeiam no gigantesco mundo de San Andreas, mas sim bits, bytes, e etc.

Este jogo mais uma vez, como já havia dito, vai dar que falar. E eu apenas espero, que desta vez, as pessoas que tanto lutam para acabar com a existência deste título das consolas, aproveitem um pouco do seu tempo, não só para afastar as crianças deste título mas também para educar essas crianças. Porque os meus paizinhos fizeram um óptimo trabalho. Depois de toda esta matança, desligo a consola, saio para a rua, pego no carro, e viajo calmamente a 70 kms por hora a caminho do trabalho. E não me apetece matar nem bater em ninguém, apetece-me apenas sorrir. Porquê? Porque jogar é um acto de descontracção. Tenho tido dezenas de razões para andar descontraído.

Antes de acabar, e com uma voz calma e ponderada, deixem-me dar-vos um último conselho. Não se encostem muito à traseira do meu carro, não me vá apetecer fazer um drive-by com uma AK-47 na mão.








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