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domingo, janeiro 23, 2005


Derrubem os muros da Gulbenkian


por Tiago Rodrigues
A Capital

‹‹Daqui a um ano, a Fundação Calouste Gulbenkian vai comemorar 50 anos de existência. Com justiça, será objecto de todas as honras. Durante este meio século, a fundação tornou-se num dos poucos motivos que os portugueses têm para acordar com um sorriso e com a esperança de um país melhor.
Há poucos dias, assisti a uma entrevista conduzida por Rita Ferro Rodrigues, na SIC Notícias. A entrevistada era Maria Manuel Mota, cientista portuguesa responsável por uma investigação sobre a doença da malária que foi distinguida a nível europeu. A Capital, justamente, entregou-lhe o Prémio Revelação de 2004. Quando Rita Ferro Rodrigues lhe perguntou porque abandonara os EUA e regressara a Portugal, Maria Mota respondeu que só veio porque lhe foram oferecidas condições de trabalho. Achei estranho, mas depois percebi. A investigadora voltou porque o convite era endereçado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência. Pois é. Maria não voltou a um Portugal qualquer. Voltou para a Gulbenkian, um Portugal que correu bem.
Este exemplo é quase nada, quando comparado com o número de pessoas e estruturas que têm beneficiado do trabalho da Gulbenkian. Tanto na ciência, como na cultura e na saúde, a fundação tem superado o Estado. Ao fazê-lo tem tocado de forma transversal a sociedade portuguesa. Quase todos os portugueses conhecem pessoalmente alguém que foi ajudado pela fundação. No meu caso, recordo com particular emoção o meu tio Vítor, irmão do meu pai, inteligentíssimo, cego, que nunca conheci e que foi bolseiro da Gulbenkian.
Além disso, os serviços da fundação são de uma competência e eficácia notáveis. Basta passar pela avenida de Berna para ver como se trabalha a sério. Dá-nos esperança. Por isso defendo que se derrubem os muros que rodeiam a fundação. São muros baixos, é certo, mas destruí-los à picareta devia ser um desígnio nacional. Podia ser que a competência, a lucidez e a nobreza que estão dentro desses muros se derramassem por Lisboa, depois pelos arredores, depois pelo país. Como uma gigantesca epidemia de esperança. Seria uma bela forma da fundação chegar aos 50 anos. Infectando o país.››











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