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sábado, fevereiro 19, 2005


A Verdade


Nos últimos tempos, uma palavra anda na boca dos portugueses: verdade. Os políticos reivindicam a verdade, o povo quer a verdade. Todos exigem a verdade; nas contas públicas, na Casa Pia, no jogo de Domingo, na religião, no passado e no futuro, no amor. Mas como tolos – e somos todos – não sabemos o que estamos a pedir. Ou, melhor ainda, no que nos estamos a meter. Pedir a verdade, a transparência, a confissão, conduz naturalmente à negação. Porque embora todos procurem a verdade, na verdade, procuram é aquilo em que querem acreditar. E onde está a verdade? Por exemplo, no texto de Closer. Aí está a verdade, por mais que ela custe – e se analisarmos as coisas sem facciosismo até nem custa assim tanto. Vi casais saírem da sala de cinema, e eles lá iam, repare-se, irados com o companheiro e a companheira. Em aproximadamente duas horas, aquele e aquela com quem se pode contar passa a ser alguém desconhecido e porventura perigoso, quem sabe escorregadio. Para outros, poucos, o texto em questão provoca uma calma há muito procurada. É assim, a verdade. A escolha a fazer é entre saber conviver com ela, ou procurá-la permanentemente.








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