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terça-feira, março 08, 2005


Dia Internacional da Mullher


Em 2003 escrevi este texto aqui no blogue:

Mulheres Perdidas
Os meus leitores regulares conhecem a minha dedicação em proclamar as virtudes e prazeres de um casamento duradouro, de uma vida construída a dois, da adaptação aos poucos de duas pessoas que se amam e dia após dia "afinam" o equilíbrio de se tornarem uma só. Sei, no entanto, que existem casos em que o casamento, em vez de uma libertação dos sentidos, se torna numa prisão psicológica e temporal. Refiro-me ao caso das mulheres perdidas.
As mulheres perdidas apaixonaram-se muito novas por aqueles que causavam impacto no grupo, pela beleza exterior, admiração dos restantes, ou posição social destacada, casando numa altura em que o seu interior não se encontrava desperto para o interior dos outros. Os anos passaram, as mulheres amadureceram e cresceram mas não foram acompanhadas pelos companheiros que, parados no tempo, teimam em não abandonar a rotina, os tiques, os gostos, a maneira de ser do passado. Essas mulheres vêem-se agora entre o amor que as ligou no passado, o amor que as mantêm ligadas no presente, o amor que procura forças que mantenham as ligações no futuro. São mulheres perdidas, agarradas aos seu amor mas presas por ele, pela família, pela habituação, por saberem o que seria ter de começar de novo. Mulheres que querem voar e não sabem como. Sentem-se belas, ainda, e as vestes moldam docemente o corpo, ainda jovem, de cujo ventre brotaram novos amores em forma de criança que recebem o dedicado amor de mãe, mas como dizia a mãe do poeta: "Como mamã, sou feliz, mas uma mamã não é só uma mamã, também é uma mulher."
Observo estas mulheres, que se sentam horas seguidas no café olhando o vazio, cujos tristes olhos não conseguem esconder a verdade por detrás da máscara, e as suas bocas, das quais já não saem palavras, fecharam-se com a mente que abafa os avisos e vontades do coração. Desses corações esquecidos e arrumados no tempo, que tanta dor causam no meu que conhece o descanso de um amor acertado, que ao aprender diariamente, evolui e cresce.


Recupero hoje este texto, assinalando o Dia Internacional da Mulher. Elas continuam nos cafés, dois anos depois. Reparo, no entanto, que também existem homens perdidos. Não se esqueçam nunca deles. Dos que também já se calaram e que não têm dia. Dos que não estão apenas perdidos no tempo, mas também ignorados pelos tempos.








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